Apaixone-se por si mesmo!


      E então, viver e não ter a vergonha de ser feliz...  ♪ 

      Hoje é o momento ideal pra falar de sacanagem. Mas nada de ménage à trois, sexo selvagem e práticas perversas, sinto muito desiludi-lo. Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente.
     Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado nem chega com hora marcada.
     Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
     Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
     Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
     Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
     Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
     Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

De: Martha Medeiros
Adaptação: Caique Rocha

Quase.

      Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por
medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
        Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. 
      Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.




                           Sarah Westphal

E o que é que ela vê nele?


"E o que é que ela vê nele? O que é, caramba, que ela tem de especial?

     Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara, paciência, humildade, carinho e isso é mais importante do que qualquer coisa material, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta na barriga que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de enxergar alguma coisa e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas também acerta muito, que ele é meio desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões ou bons modos, ela vê que ele é um sonhador, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros. 

     Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a cozinhar, que ela não gosta de esportes e ama corujas e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que quer estar, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e sabe que tem várias coisas em comum, que ela é tão boba quanto ele e acha graça nas coisas mais simples, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda."
De: Martha Medeiros

Texto Adaptado.
Por: Caique Rocha

A verdade sobre Romeu e Julieta.

     Sabem por que Romeu e Julieta são ícones do amor?
   São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno? 
    Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão. Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool. Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado. Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM. Romeu não saia sexta feira a noite para jogar futebol com os amigos e só voltava as 6:00 da manhã bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era da Julieta). Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estria, celulite e histérica com muita coisa para fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado em quem ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha. Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi numa despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela. Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança. Romeu não tinha uma ex-mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato para lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha. Por estas e outras que eles morreram se amando.


                                                                        Por: Martha Medeiros.

Qual é teu caminho?

A vida tem dois caminhos:

    Ou você segue o caminho da Tristeza, arma-se de medo, de ciúmes e de falsas alegrias, arma-se de angústia, fecha os olhos, se acomoda, e segue o rebanho dos que não sabem, obedece as regras injustas, não reage, não questiona, não se aprimora, não lê, não significa, nem percebe o absurdo em que se mete. Vende a própria natureza por duas ou três moedas de aço, troca a inocência pela responsabilidade apressada, torna-se respeitável aos olhos da sociedade, cumpre horários, nunca tem tempo, preocupa-se com coisas banais. Comerciante das próprias emoções — já não brinca, vive correndo, ama com pressa, esquece-se da lua, e se torna uma pessoa média, mediana, medíocre, pequena, cansada e normal...
    Ou você escolhe o caminho da Ousadia, compreende, se aprofunda, vai mais longe, realiza, respeita o ser humano que existe em você mesmo, resgata a própria vida e o sorriso, rompe de vez com o passado agonizante, procura defender a verdade, a justiça e a poesia, acorda e assopra o fogo da alma que dormia, ultrapassa os limites que sufocam, cavalga o cavalo negro, cego e alado das paixões gostosas e sublimes, enche o peito de coragem, corações e relâmpagos, acende de novo esse vulcão que é o teu corpo, deixa a própria cabeça plena, agora de ternura e de vertigem, e parte em busca de Aventura, de Amor e Liberdade.


                              É uma simples questão de escolha.
                                            Qual é o teu caminho?


Por: Caique Rocha

Eu escrevo do futuro.

     Eu não escrevo para o futuro: eu escrevo do futuro. Porque hoje já é futuro — mas muitas pessoas ainda estão no passado. Por isso não compreendem. Minha linguagem, embora refinada, é bastante simples. Eu uso metáforas e parábolas para facilitar o entendimento daquilo que eu digo. O fato de muitas pessoas não compreenderem não quer dizer que eu esteja necessariamente errado — nem elas. Apenas não estamos no mesmo tempo. A compreensão de um texto pode demorar muito... Veja, por exemplo, o caso de Jesus: há dois mil anos ele disse coisas maravilhosas que ainda hoje não são compreendidas. Então, por que é que eu  teria que ser sempre compreendido naquilo que escrevo?


 Por: Caique Rocha

Oração.

 Perguntei a Deus por que sou assim? 
 Por que não consigo ser diferente?

Quero o senhor, mas o mundo tenta me atrair 
Quando erro a culpa quer me destruir 
Eu corro em sua direção, meu sonho é tocar na sua mão,
Mas a frustração me coloca em outra direção.

Com lágrimas nos olhos busco o meu perdão 
Sujei sua santidade sujei meu coração 
Sinto que estou ficando cada vez mais fraco, 
Mas o senhor diz que sou forte.

Jesus por nós sofreu muito e venceu a morte, 
Foi por amor, foi por paixão o que não sentimos pelo nosso irmão. 
Deus concede o perdão para quem se arrepende 
Arrependido estou, e não caio mais no conto da serpente.


Por: Tiago Oliveira

Amar ao próximo como a ti mesmo.

     Sábias palavras não é mesmo? e seriam muito mais sábias se praticadas. Ajudar o próximo é ato de AMOR, e não precisa ser valorizado por ninguém, apenas por si próprio e Deus. Você deve ajudar as outras pessoas, mais não esperando alguma coisa em troca, e sim por um ato de bondade e humanismo. Pare e observe tudo em sua volta, vivemos em um mundo de fome e desesperança, e o que você faz ou fez pra mudar isso? Quantas vezes você deu um prato de comida para um faminto? Quantas vezes você atravessou a rua para não passar ao lado daquele mendigo que estava dormindo na calçada? Vamos amar uns aos outros, e respeitar também, temos que mudar o mundo começando por nós. ENTENDA: somo todos iguais, negros, brancos, pardos, pobres, ricos, idosos e até pessoas sujas depois de um dia de trabalho na roça. E por que tanta desigualdade?
     Pense e reflita, se todos nós dermos um passo para ajudar, a vida será menos dura para todos. Eu faço parte da geração que luta por um mundo melhor, e você?

                              Por: Caique Rocha

Nunca perca a E S P E R A N Ç A!

     Perdi alguns bons amigos ao longo da vida, alguns entes queridos partiram para morar no céu, mas graças a Deus não perdi tudo. Perdi a fé nas pessoas que diziam se importar comigo, pois nos meus momentos de crise, eles nunca estavam por perto, mas em minha desilusão, no meu momento de dor, sempre tive certeza de uma coisa, algo que nunca mudou, eu nunca perdi minha ESPERANÇA, nunca perdi minha ALEGRIA, nunca perdi minha FÉ, e você também não deve perder, pois o melhor está sempre por vir, não espere muito dos outros, deixe que o melhor parta de dentro de você, mostre que você é forte e continue lutando, não desvie de seu alvo, nem perca seu foco, pois você ainda não perdeu tudo, assim como eu, você pode ter perdido bens que eram valiosos para você, algumas batalhas por medo de viver, mais lembre-se que em momentos de lutas e de dor, você deve ter certeza de uma coisa, algo que nunca mudou e nunca mudará, a FÉ, a ESPERANÇA, a ALEGRIA, elas estão dentro de você, e quando chegar o momento certo, vai saber como usá-las.


Por: Caique Rocha

Carpe Diem!

   Estive notando que, somos seres mecânicos, vivemos numa eterna mecanicidade, acordamos, fazemos sempre as mesmas coisas, vamos ao banheiro, lavamos o rosto do mesmo jeito, ligamos o botão no automático e nem observamos o que fazemos ou como fazemos.
     Nem nos damos conta de que A VIDA PASSA RÁPIDO, e já passou da hora de acordar e aproveitar ao máximo cada momento que ela nos oferece.
      Observe-se!
    É muito mais cômodo continuar a ser sempre uma vítima, vítima de si mesmo, da vida, das circunstâncias.
    Abra seus olhos e comece seu dia observando-se, concentrando-se em tudo o que fizer, procure respirar fundo muitas vezes e aproveitar cada momento que a vida te oferece, sinta sua vida!


Por: Caique Rocha

Por que não com você?

     Muitas vezes passamos por diversas situações em nossa vidas, situações devastadoras, desanimadoras, que nos fazem querer desistir. Olhamos para dentro de nós mesmo e pensamos: "Deus, por que comigo?", mais hoje eu gostaria de fazer um questionamento diferente: "E por que não com você?". Temos mania de achar que somos melhores que nossos vizinhos, que as coisas ruins acontecem só na vida dos outros, e não podem acontecer conosco. Cada qual se sente excluído da desgraça alheia, quando na verdade somos responsáveis por tudo que nos acontece, e pelo que acontece com os outros também, e quando a dor de barriga dá na gente, culpamos os outros pelas nossas dores, por nossos sofrimentos. Então procuramos cura nas igrejas, nas religiões quando muitas vezes, as respostas estão dentro de nós mesmos, estão na nossa preguiça, no nosso medo da vida, nas nossas angústias, nas preocupações do dia a dia, nos nosso defeitos... 
    Os problemas tem o tamanho que nós damos para ele, olhe seus GRANDES problemas por um foco diferente, encare-os de uma outra maneira e eles, provavelmente, se tornarão menores.
     
                             Por: Caique Rocha

E como é o A M O R ?

    Estive pensando sobre esse assunto, enquanto olhava para o céu, de dentro do ônibus a caminho de casa. Pensei, repensei, tentei chegar a uma conclusão exata de como era esse sentimento. E adivinha? é, eu não consegui.
   Sempre escuto algumas pessoa dizendo que quando você não enxerga defeitos no OUTRO (a), é por que está amando. Mais será que isso é verdade? Isso pra mim parece idealização, amor é outra coisa. Até por que, se amor for enxergar a perfeição nos outros, digo que VOCÊ NÃO TEM AMOR PRÓPRIO, pois, não enxerga a perfeição em si mesmo. Se amor é perfeição é possível alguém se apaixonar por um sorriso imperfeito? eis a questão.
    Uma coisa eu digo: Se quer amor, SEJA AMOR. Aprecie primeiro as coisas em si mesmo, se valorize, e depois passará a ver a vida com outros olhos.

                                 Por: Caique Rocha

E por que não falar de mim? (:


    É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei bem, mais sobretudo tenho medo de dizer por que no momento que falo quem sou, não só exprimo o que sinto, como tudo que digo, o que penso. E se me achar esquisito, respeite!, pois até eu fui obrigado a me respeitar.
    Gosto de escrever, gosto de ver como as palavras inexplicavelmente se encaixam e descrevem exatamente o que estou sentindo naquele momento.   
     As palavras também podem mudar pessoas, mudar atitudes, enfim. Podem mudar tudo. Escrevo por que muitas vezes, não tive a oportunidade de ter alguém que me ouvisse sempre e acho que prefiro que as pessoas leiam o que escrevo do que me ouçam. Mas apesar disso sempre quis passar algo diferente, escrever tudo que sinto é dividir meus ideais. Tudo que eu quero dizer é assim que consigo me expressar, por palavras.


                                          Por: Caique Rocha

O coração e a mania de amar.


     Nosso coração, quando aprende a amar, dificilmente aprende a esquecer. Quanto menos temos chance, mais o amor aumenta. No mundo quando aprendemos a amar, estamos sujeitos a tudo, amar e ser amado, e amar e não ser correspondido. 
    Muitas pessoas passam pelas nossas vidas, mais nem todas deixam marcas, outras até deixam, porém, marcas que machucam.
     Tudo que sentimos no nosso coração, nosso cérebro armazena, isto são lembranças. Quando deletamos algo do coração as lembranças se vão também. As vezes muitas coisas que falamos, pode ser da nossa cabeça, mais é do coração também, pois, quando ele sente, ele guarda, afinal, o coração e o cérebro trabalham juntos.



Por: Caique Rocha

E hoje eu tenho certeza que a minha felicidade só depende de mim.


     Por que será que tem dias que estamos tão sensíveis ?, enquanto outros no fazem tão foste, que nada nos atinge. Acho que o segredo é não criar expectativas!
     Diversas vezes, criamos expectativas sobre diversas pessoas que não são capazes de corresponde-lá. A felicidade está em não criar expectativas, por que criar expectativas relacionadas aos outros, é de certa forma "criar o caminho para desilusão".
     Eu sempre criei muitas expectativas, em relação a tudo em minha vida, em relação às pessoas, aos acontecimentos, às possibilidades, e quase sempre acabei me decepcionando, principalmente quando se tratava de pessoas.
     Mas decepções fazem parte da vida, elas me ensinaram a ser forte, e a enfrentar diversas situações.
                                           
         Por: Caique Rocha

A DOR DA INCERTEZA.



     Aquela cena ficou em minha mente, recordo-me como se fosse ontem quando estava no quarto com um de meus primos, então Paulo entrou rapidamente e apanhou uma espécie de capsula e nos pediu segredo, fiquei sem entender o que havia acontecido, ainda por cima, Paulo estava cada vez mais diferente, depois daquele dia nunca mais foi o mesmo, começou a andar com pessoas estranhas, e quando estava só, deparava-se apenas na presença de um muro que lhe servia de apoio nos dias que se encontrava totalmente “louco” de forma que não agüentava o peso do próprio corpo.
     Em uma quarta-feira quando estava voltando da escola, por volta das 23h06min observei um movimento estranho no portão da saída, meio que curioso fixei os olhos no grupo de garotos, estavam usando drogas, notei que naquele meio estava Paulo, fiquei completamente decepcionado e ao mesmo tempo culpado, deveria eu ter contado a Dona Maria quando ele apanhou aquilo do quarto.
     Estava em uma situação complicada, tentando acreditar muitas vezes que estava enganado, não queria que aquela responsabilidade caísse sobre mim, mas ao mesmo tempo sentia que era minha obrigação de amigo avisá-la, pois Paulo era meu amigo de infância foi então que optei por não contar, tinha esperança de que ele voltasse a ser o mesmo garoto de antes com quem compartilhava segredos e brincava.
     Dona Maria depois acabou descobrindo, mas já era tarde, seu filho estava entregue ao mundo das drogas, não sabia o que fazer, era de uma família humilde onde criará seus três filhos com dignidade e amor, mas se sentia culpada tentando encontrar o momento em que falhou com Paulo, perguntava sempre a Deus o que havia feito de errado, tentava encontrar uma saída, que naquela situação não existia.
     Paulo que era um garoto tímido se tornou um monstro aos olhos de alguns, muitos não compreendiam que a dependência é uma doença e o tratavam sempre com “pedras nas mãos”. Como uma pessoa poderá mudar se ninguém der oportunidade e confiança ?
     Os dias passavam e as noites se tornavam cada vez mais difícil para Dona Maria, pois nunca tinha certeza que seu filho iria chegar vivo em casa, e era o que aconteceria naquela noite...
     Paulo estava em divida com um traficante da redondeza, só não sabia que aquela seria a sua ultima noite. Na madrugada acordei com os gritos de Dona Maria, corri para a Janela estavam todos em uma correria tremenda , quando fui surpreendido com a notícia da morte de Paulo, fiquei alguns minutos calado tentando acreditar no que aconteceu. Faz nove meses em que o perdemos, e a cada dia que passa a culpa dentro de mim aumenta talvez se tivesse contado a Dona Maria tudo desde o inicio seria diferente, ele poderia estar aqui nos fazendo rir como era de costume, ou talvez não, acontecesse à mesma coisa, vivo com a incerteza de que poderia mudar o rumo de uma vida.

Por: Mayara Deus
Baseado em fatos reais.

S O B R E V I V E M O S !


Olhando para trás é duro acreditar que estejamos vivos até hoje.
Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air-bag. Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em vidros de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete, sem contar que pedíamos carona. Bebíamos água direto da mangueira e não da garrafa.
Comíamos manga verde com sal depois de haver ingerido leite e depois ficávamos observando se íamos passar mal, descobrimos que isto não era verdade e pudemos passar a comer muita manga, mas sempre às escondidas. Nós gastávamos horas construindo nossos carrinhos de rolimã para descer ladeira abaixo e só então descobríamos que tínhamos esquecido dos freios. Depois de colidir com algumas árvores, aprendemos a resolver o problema.
Saíamos de casa pela manhã e brincávamos o dia inteiro, só voltando quando se acendiam as luzes da rua. Ninguém podia nos localizar. Não havia telefone celular. A gente nadava nos rios, às escondidas, nada de shistosoma, nem alergia... nem morremos afogados.
Fechávamos o trânsito por própria conta, nos fins de tarde, para jogar queimada ou voleibol e como os motoristas sabiam do nosso jogo, desviavam a sua rota, pois os seres humanos eram mais importantes que os carros e a motos.
Nós quebramos ossos e dentes, e não havia nenhuma lei para punir os culpados. Eram acidentes. Ninguém para culpar, só a nós mesmos.
Nós tivemos brigas e esmurramos uns aos outros e aprendemos a superar isto.
Nós comemos doces e bebemos refrigerantes mas não éramos obesos. Estávamos sempre ao ar livre, correndo e brincando. Compartilhamos garrafas de refrigerante, bebendo na boca da mesma garrafa e ninguém morreu por causa disso.
A gente não tinha relógio de pulso antes dos 15 anos, pois era muito caro e mesmo com um só relógio na casa a gente não chegava atrasada.
Juntávamos uns trocados para ir no bar sujo da esquina, antes do almoço, para comprar, suspiro, maria mole e chicletes, mas depois confessávamos o nosso pecado. Sabíamos reconhecer os nossos erros.
Não tivemos Playstations, Nintendo 64, videogames, 99 canais a cabo, filmes em vídeo, surround sound, celular, computadores ou Internet. Nós tivemos amigos. Nós saíamos e os encontrávamos. Íamos de bicicleta ou caminhávamos até a casa deles e batíamos à porta.
Imagine tal uma coisa! Sem pedir permissão aos pais, por nós mesmos! Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável!
- Como fizemos isso?
Os portões não tinham cadeados e podíamos entrar nas casa das amigas pela porta da cozinha, apenas com um gritinho: Oí, Fulana! Às vezes vinha um dog e levávamos mordida e nunca tomamos vacina anti rábica.
Nós fizemos jogos com bastões e bolas de tênis, pulamos cordas e amarelinhas. Nós só podíamos pegar na mão da(o) namorada(o), nas matinês, depois que tocava o som de apagar as luzes... mesmo assim quando os pais descobriam, levávamos uma surra de verdade.
Nos jogos da escola, nem todo o mundo fazia parte do time. Os que não fizeram, tiveram que aprender a lidar com a decepção...
Alguns estudantes repetiam o ano! Que horror! Não inventavam testes extras. Éramos responsáveis por nossas ações e arcávamos com as conseqüências. Não havia ninguém que pudesse resolver isso. A idéia de um pai nos protegendo, se desrespeitássemos alguma Lei era inadmissível! Eles protegiam as Leis!
Imaginem só isso!
Nossa geração produziu alguns dos melhores compradores de risco, criadores de soluções e inventores.
Os últimos 50 anos foram uma explosão de inovações e novas idéias.
Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com isso.
Se você é um deles, Parabéns!
Tiveram a sorte de crescer como crianças...
[Autor não referenciado]

Faça o que for necessário para ser feliz.

     Buscamos sempre fazer o necessário para ser uma pessoa feliz, mais as vezes nos esquecemos que a felicidade é um sentimento "simples'', podemos encontra-lá e deixa-lá ir embora se não percebermos sua simplicidade.
   Talvez devêssemos se preocupar mais com nossa consciência do que com nossa reputação, por que consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam sobre você. E ai, o que vale mais? Acredito que o que os outros pensam é um problema deles!
     Procure a felicidade, mas não longe, encontre-a perto, nas coisas simples da vida, que muitas vezes não consiste em tudo que queremos, mais tudo que necessitamos.
     A felicidade está bem ali, é só S A B E R   O L H A R!



                                                                    Por: Caique Rocha

Chegou a hora de R E C O M E Ç A R!

    Lá vem aquela historinha, tipica de começo de blog e do porquê criar um. Aqueles desabafos emocionais intra e interpessoais. Não digo que não farei algo assim aqui, até por que já estou fazendo, acho que essa é a forma mais fácil de ser sincero com as palavras e deixar o texto fluir. As ideias ficam abertas, porém organizadas - pelo menos é o que parece (para mim).
   O interessante de descrever coisas aqui é a liberdade de poder falar "eu" a todo momento, sem parecer algo egoísta.
   Eu (já estou colocando em prática o uso do "eu") sempre gostei de escrever, e nunca passei um dia da minha vida sem ter uma ideia, mesmo banal ou boba, que seja, então "minha missão" nesse blog é, organizar, resgatar, todo sentimento das entrelinhas criadas por tais ideias que a gente (eu) deixa (deixo) passar. Se isso servir para vocês, eu fico feliz e prometo (mentira) coisas tristes, sentimentais, nonsense, coesas, inteligentes, clichês,  brisas e até alguma coisa sobre você, quem sabe.
     Espero que goste do que vai ler, sugestões? serão sempre bem vindas.
                                           Um abraço e um bom novo recomeço para você!

                                                               Por: Caique Rocha